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Artistas de diferentes gerações interpretam clássicos de Chico Buarque

ResumoO projeto Chico 2.0 reúne artistas de diferentes gerações e gêneros para reinterpretar clássicos de Chico Buarque com rap, trap e funk. A audição do projeto ocorreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A iniciativa apresenta versões contemporâneas de obras do compositor, ampliando o alcance da música original para novos públicos.

Artistas de diferentes gerações e gêneros se uniram no projeto Chico 2.0 para reinterpretar clássicos de Chico Buarque com rap, trap e funk. A audição ocorreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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Cristiane Lobo
· · 3 min de leitura
Artistas de diferentes gerações interpretam clássicos de Chico Buarque
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

Artistas de diferentes gerações e gêneros se uniram no projeto Chico 2.0 para reinterpretar clássicos de Chico Buarque com rap, trap e funk. A audição ocorreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Artistas de diferentes gerações e gêneros da música brasileira se reuniram em um projeto para reinterpretar e incluir novas batidas em clássicos de Chico Buarque. A audição de Chico 2.0 ocorreu nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A iniciativa reúne a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music Brasil. A produção musical do álbum é de Felipe Poeta e Alê Siqueira.

Entre as canções revisitadas estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. As novas versões incorporam elementos de rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB.

Para Felipe Poeta, diretor musical do projeto, a proposta é criar uma ponte entre a obra de Chico Buarque e a música urbana atual.

"Desde o começo, a ideia foi criar essa ponte entre a obra do Chico e a música urbana de hoje. Mesmo sendo letras escritas em outros contextos, as histórias, os amores e os temas que ele aborda continuam muito atuais", destaca.

"Trazer essas músicas para artistas de diferentes gerações e estilos fez muito sentido. A gente quis inovar sonoramente, mas sempre com muito respeito pela obra, principalmente pelas harmonias e melodias do Chico. Acho que o mais legal é justamente conseguir levar essas histórias, que já são tão conhecidas, para uma geração mais nova que acompanha a música urbana", completa.

Entre as novas versões incluídas no álbum está O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L. A faixa também conta com a participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque.

"Estou de coração preenchido e grato por participar de um projeto tão importante, ao lado de nomes tão relevantes da música brasileira. O que mais me toca é poder interpretar uma faixa com Milton Nascimento e o próprio Chico Buarque. Também fico muito feliz em dividir esse momento com Don L, uma voz nordestina que admiro", afirma Vandal, músico nascido em Salvador.

"Essa conexão entre dois artistas do Nordeste era muito esperada e, para mim, representa uma entrega muito especial ao nosso povo", destaca o rapper.

A aproximação entre diferentes gerações e territórios da música brasileira é uma das marcas do projeto. Participam ainda Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz.

A ideia de levar a obra de Chico para novos públicos partiu, entre outros articuladores, de Celso Athayde, fundador da Cufa e um dos idealizadores do projeto:

"Dirigir artisticamente o projeto Chico 2.0 é uma responsabilidade imensa com a história da nossa música. Os grandes clássicos do gênero sempre beberam na fonte da cultura popular. O que estamos fazendo aqui é dar continuidade a essa linhagem, garantindo que a nova geração de artistas e ouvintes ocupe esse espaço com propriedade, qualidade técnica e autonomia narrativa", afirma Athayde.

Para Athayde, o projeto representa uma forma de dar continuidade à tradição da música popular brasileira por meio de novos artistas e linguagens.

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Cristiane Lobo

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