# Dança em Trânsito estreia com preços populares no Rio

> Dança em Trânsito, festival carioca em sua 24ª edição, ocupa o Rio de 4 a 11 de agosto com 20 companhias e ingressos entre R$ 10 e R$ 20. Atrações de nove estados brasileiros e convidados de quatro países integram a programação. A abertura ocorre com bloco gratuito na Praça Mauá.

*Freecine · Análises e Críticas · 03 de agosto de 2026 · Aline Furtado*

A 24ª edição do Dança em Trânsito ocupa o Rio de 4 a 11 de agosto com 20 companhias, ingressos de R$ 10 a R$ 20, atrações de 9 estados e convidados de 4 países. Festival começa com bloco gratuito na Praça Mauá.

## Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio

A dança contemporânea ocupa o Rio de Janeiro entre terça-feira (4) e o dia 11, com espetáculos de 20 companhias e artistas do Rio, de outros estados e de outros países. A 24ª edição do Dança em Trânsito traz ingressos a preços populares, de R$ 10 a R$ 20, em quatro espaços: o Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, e os teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro.

## O que é o Dança em Trânsito e o que esperar da 24ª edição

Criado em 2002, o festival internacional de dança contemporânea percorre desde grandes cidades até pequenas localidades do interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos. O objetivo declarado é promover e democratizar a dança por meio do intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior.

Nesta edição, participam artistas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A agenda completa está no site do festival.

Além das companhias nacionais, a programação inclui atrações convidadas da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, além de residências e processos de criação com intercâmbio internacional.

## Ingressos populares: preços e locais de apresentação

Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 20, um valor que coloca o festival ao alcance de um público amplo. As apresentações acontecem em quatro endereços:

- Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio
- Teatro Nélson Rodrigues, no centro
- Teatro Carlos Gomes, no centro
- Teatro João Caetano, no centro

A ocupação de praças, ruas e espaços públicos com espetáculos gratuitos é uma das marcas do Dança em Trânsito. Além das casas de espetáculo, haverá uma apresentação gratuita na Praça Mauá, região portuária da capital.

## Abertura gratuita na Praça Mauá com o Bloco Turbilhão Carioca

A programação começa às 16h, em frente ao Museu do Amanhã, com o Bloco Turbilhão Carioca. Fundado em 2007 por batuqueiros de grandes oficinas de percussão do Rio de Janeiro, o grupo adapta ritmos de regiões brasileiras, como a junção do frevo com o funk, usando instrumentos tradicionais de uma bateria de escola de samba.

A escolha do local não é casual: a Praça Mauá, na região portuária, é um dos símbolos da revitalização do centro carioca. O espetáculo gratuito abre o festival em um espaço de circulação pública, reforçando a proposta de democratizar o acesso à dança.

## Janelas para o Mundo: encontros com programadores internacionais

O festival terá dois encontros abertos ao público chamados Janelas para o Mundo, com programadores de festivais internacionais da Coreia do Sul e Luxemburgo. Eles vão apresentar um panorama dos festivais e da dança contemporânea de seus países.

O primeiro encontro, marcado para as 11h30 no Espaço Tápias, será com o sul-coreano Lee Jong-Ho, fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Dança de Seul (SIDance). Ele também preside a Seção de Seul do Conselho Internacional de Dança (CID-UNESCO) e a Associação Coreana de Críticos e Pesquisadores de Dança. Lee Jong-Ho vai mostrar o panorama da dança na Coreia do Sul e do festival SIDance, com possibilidade de colaboração com artistas e organizações brasileiras.

Dois dias depois, também às 11h30, a apresentação será do diretor artístico do TROIS C-L | Maison pour la danse, Bernard Baumgarten, de Luxemburgo.

A diretora artística e curadora do festival, Flávia Tápias, avaliou a importância desses encontros: "Janelas para o Mundo e conexões internacionais são momentos muito importantes para os artistas brasileiros comparecerem e estarem ali presentes dialogando diretamente com esses profissionais que raramente vem ao Brasil assistir a espetáculos".

## Intercâmbio e avaliação: quem vem assistir e por que isso importa

As apresentações do festival serão avaliadas por programadores, curadores e diretores de festivais de dança de oito países: França, Espanha, Itália, Eslovênia, Bulgária, Luxemburgo, Coreia do Sul e Uruguai. Essa presença internacional não é simbólica: ela cria um ambiente favorável para futuras coproduções, convites para circulação internacional e participações em festivais no exterior.

Para Giselle Tápias, também diretora artística e curadora do Dança em Trânsito, esta edição reafirma uma característica que sempre esteve na essência do festival: promover o encontro entre artistas, culturas e diferentes formas de criação. "Receber companhias da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, fortalece o intercâmbio internacional e cria oportunidades que vão muito além das apresentações", disse à Agência Brasil.

O festival faz parte do projeto Ciudades Que Danzan, que inclui 41 cidades em diversas partes do mundo para difundir a dança contemporânea.

## Números do festival: mais de 1.290 apresentações desde 2002

Desde que foi criado, o Dança em Trânsito já realizou mais de 1.290 apresentações, com cerca de 150 companhias de 22 países e de mais de 43 cidades das cinco regiões do Brasil e do exterior. O público ultrapassou 100 mil pessoas.

Durante a pandemia, em 2020, o festival fez uma versão online, que recebeu indicação ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria Difusão. Em 2021, houve a primeira edição híbrida, da qual participaram 25 cidades.

Esses números mostram a escala do evento, que combina apresentações em teatros tradicionais com ocupação de espaços públicos, e que mantém uma rede de colaboração internacional ativa há mais de duas décadas.

## Como o festival beneficia artistas e o público

As atividades vão desde residências artísticas, com oficinas de criação e workshops, até a abertura de canais para novos talentos da dança. O festival também incentiva a formação de público para o interesse pelas artes e pela dança.

Segundo Giselle, isso proporciona uma convivência entre artistas brasileiros e estrangeiros, permitindo a troca de metodologias, processos criativos e experiências. "É nesse contato direto que surgem novas referências, parcerias e possibilidades de criação conjunta, enriquecendo todos os envolvidos. Para as companhias brasileiras, esse intercâmbio representa uma oportunidade concreta de ampliar sua inserção internacional."

A diretora acrescentou que a vinda de programadores, diretores de festivais e artistas de outros países mostra a qualidade e a diversidade da dança produzida no Brasil. "O Dança em Trânsito acredita que a cultura se fortalece por meio das conexões. Ao aproximar diferentes países e promover este diálogo artístico, o festival contribui para internacionalização da dança brasileira e para a construção de uma rede de colaboração que beneficia artistas, instituições e o público."

## Patrocínio e fomento

A 24ª edição do Dança em Trânsito é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

## Perguntas Frequentes

### Quando começa o Dança em Trânsito 2026?

O festival começa na terça-feira (4) e vai até o dia 11, com apresentações em quatro espaços no Rio de Janeiro.

### Quanto custam os ingressos do Dança em Trânsito?

Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 20, com uma apresentação gratuita na Praça Mauá na abertura.

### Onde acontecem as apresentações?

No Espaço Tápias (Barra da Tijuca) e nos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano (centro do Rio).

### Quais países participam do festival?

Além do Brasil, há atrações convidadas da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo.

### O que é o projeto Ciudades Que Danzan?

É um projeto internacional que inclui 41 cidades em diversas partes do mundo para difundir a dança contemporânea. O Dança em Trânsito faz parte dele.

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Fonte (canonical): https://freecine.net.br/analises-e-criticas/danca-transito-estreia-nesta-terca-precos-populares-rio/
