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Economia do cuidado: novo episódio de Afiadas debate tema essencial

ResumoO episódio "Economia do cuidado" do podcast Afiadas analisa o trabalho não remunerado de cuidado, essencial para famílias e sociedade. A economia do cuidado não é contabilizada no PIB brasileiro e impacta desproporcionalmente a vida das mulheres. O debate expõe a invisibilidade desse trabalho e suas consequências econômicas e sociais.

O novo episódio de Afiadas mergulha na economia do cuidado, trabalho invisível que sustenta famílias e a sociedade. Entenda o que é, por que não é contabilizado no PIB e como afeta a vida das mulheres brasileiras.

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Cristiane Lobo
· · 5 min de leitura
Economia do cuidado: novo episódio de Afiadas debate tema essencial
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

O novo episódio de Afiadas mergulha na economia do cuidado, trabalho invisível que sustenta famílias e a sociedade. Entenda o que é, por que não é contabilizado no PIB e como afeta a vida das mulheres brasileiras.

Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta

O trabalho invisível que move o mundo finalmente ganha os holofotes. O novo episódio de Afiadas, podcast do Instituto Update, aborda a economia do cuidado, conceito essencial para entender como o cuidado com crianças, idosos e doentes, além do trabalho doméstico, sustenta a economia formal sem ser reconhecido ou remunerado. A economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta, e eu já adianto: vai mexer com a cabeça de quem ouve.

A economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta. O conceito se refere a todas as atividades de cuidado, desde preparar refeições até acompanhar idosos ao médico, que não são contabilizadas no Produto Interno Bruto (PIB), mas sem as quais a economia formal simplesmente para. No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais a afazeres domésticos e cuidados, contra 11,1 horas dos homens (IBGE, PNAD Contínua, 2022). Essa disparidade é a base da divisão sexual do trabalho que o episódio desmonta.

O que é economia do cuidado?

Economia do cuidado é um campo de estudo que analisa o trabalho não remunerado de cuidar de pessoas e manter lares. Ele inclui desde tarefas rotineiras, como lavar louça, até o suporte emocional a familiares. A economista Nancy Folbre, uma das pioneiras no tema, define que esse trabalho é invisível nos sistemas econômicos tradicionais, mas responde por uma fatia enorme do bem-estar social. No episódio, as apresentadoras mostram como o conceito ganhou força no Brasil com a PEC da Economia do Cuidado, proposta em 2023.

Por que o cuidado não entra no PIB?

O PIB mede apenas bens e serviços produzidos com remuneração. Cuidar de um filho em casa não gera transação monetária, então não aparece nas contas nacionais. Mas se a mesma pessoa contrata uma babá, o serviço entra no PIB. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já estimou que, se o trabalho doméstico não remunerado fosse contabilizado, ele equivaleria a cerca de 10% do PIB brasileiro (IBGE, Conta Satélite de Trabalho Doméstico, 2020). É como se o país tivesse um setor inteiro fantasma.

Quem arca com o custo?

A resposta é direta: mulheres, sobretudo negras e de baixa renda. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2022, as mulheres negras dedicam 22,9 horas semanais a afazeres domésticos e cuidados, contra 16,4 horas das mulheres brancas (IBGE, PNAD Contínua, 2022). Essa sobrecarga reduz o tempo disponível para estudo, trabalho remunerado e lazer. O episódio de Afiadas entrevista a socióloga Helena Hirata, que explica como a divisão sexual do trabalho se aprofunda em crises econômicas.

Impacto na carreira e na renda

A economia do cuidado é um dos principais motores da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Mulheres que cuidam de filhos pequenos ou idosos têm menos chances de assumir cargos de liderança ou fazer horas extras. Dados do IBGE mostram que a taxa de participação feminina no mercado de trabalho é de 54,3%, contra 73,1% dos homens (IBGE, PNAD Contínua, 2022). A diferença se acentua quando há crianças em casa.

O que o episódio de Afiadas traz de novo?

O podcast Afiadas, apresentado por duas jornalistas especializadas em gênero, costuma tratar temas espinhosos com leveza e profundidade. Neste episódio, elas destrincham a PEC da Economia do Cuidado, que tramita no Congresso e propõe incluir o cuidado como direito social na Constituição. O texto prevê a criação de um Sistema Nacional de Cuidados, com creches gratuitas, licenças parentais ampliadas e atendimento a idosos. As apresentadoras também discutem por que o tema é tratado como "coisa de mulher" e como isso atrasa políticas públicas.

Como a economia do cuidado afeta sua vida?

Se você já deixou de aceitar um trabalho porque precisava cuidar de alguém, ou já viu uma amiga abrir mão da carreira para cuidar dos pais, você viveu a economia do cuidado na pele. O episódio mostra que não é uma escolha individual, mas um problema estrutural. Países como Uruguai e Argentina já têm sistemas nacionais de cuidados, e o Brasil começa a discutir o tema com mais seriedade.

Dados que impressionam

Para quem gosta de números, a economia do cuidado é um prato cheio. Em 2020, o IBGE estimou que o valor do trabalho doméstico não remunerado no Brasil chegaria a R$ 1,5 trilhão por ano (IBGE, Conta Satélite de Trabalho Doméstico, 2020). É mais que o PIB de muitos estados. O episódio de Afiadas usa esses dados para mostrar que o cuidado não é um favor, é trabalho.

Políticas públicas em debate

O episódio também aborda a licença-paternidade, que no Brasil é de apenas 5 dias pela CLT, contra 120 dias da licença-maternidade. A PEC da Economia do Cuidado propõe ampliar a licença-paternidade para 120 dias, dividindo a responsabilidade. O Banco Mundial recomenda que países invistam em creches e pré-escolas para liberar tempo das mulheres. Sem isso, a economia do cuidado continuará sendo um peso desproporcional sobre as costas femininas.

Perguntas Frequentes

O que é economia do cuidado?

É o conjunto de atividades não remuneradas de cuidado com pessoas e lares, como cuidar de crianças, idosos e doentes, além de tarefas domésticas. Essas atividades são essenciais para a economia, mas não são contabilizadas no PIB.

Por que a economia do cuidado é um tema feminista?

Porque a maior parte desse trabalho é feita por mulheres, o que aprofunda desigualdades de gênero no mercado de trabalho, na renda e no tempo livre.

O que é a PEC da Economia do Cuidado?

É uma proposta de emenda à Constituição que busca incluir o cuidado como direito social, criando um Sistema Nacional de Cuidados com creches, licenças parentais e atendimento a idosos.

Como a economia do cuidado impacta o PIB?

Se o trabalho doméstico não remunerado fosse contabilizado, ele representaria cerca de 10% do PIB brasileiro, segundo o IBGE.

Onde posso ouvir o episódio de Afiadas?

O episódio vai ao ar nesta sexta-feira nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, no canal do Instituto Update.

Afiadas podcast gênero e trabalho PEC da Economia do Cuidado explicação Desigualdade de gênero no mercado de trabalho

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Cristiane Lobo

Crítica e cobertura independente de cinema, séries e streaming. Estreias, análises e onde assistir — sem viés comercial.

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