segunda-feira, 20 de julho de 2026 · Edição online
Freecine
Freecine

Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza

ResumoExposição 'Terror celestial' no Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, reúne 24 artistas LGBT+ a partir de 18 de julho. Mostra reelabora o imaginário do medo em força criativa, com três linhas curatoriais e recursos de acessibilidade.

Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, abre exposição 'Terror celestial' a partir de 18 de julho. Mostra reúne 24 artistas LGBT+ que reelaboram imaginário do medo em força criativa, com três linhas curatoriais e recursos de acessibilidade.

WP
Wagner Pichetti
· · 2 min de leitura
Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, abre exposição 'Terror celestial' a partir de 18 de julho. Mostra reúne 24 artistas LGBT+ que reelaboram imaginário do medo em força criativa, com três linhas curatoriais e recursos de acessibilidade.

Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza

O Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, abre neste sábado (18) a exposição "Terror celestial", que propõe uma nova leitura do medo a partir da produção de artistas LGBT+. A mostra, em cartaz até 4 de outubro, reúne obras de 24 criadores de diferentes linguagens.

A exposição reelabora o terror como força de criação, não de violência. A curadoria de Lucas Dilacerda parte de uma pesquisa que mapeou quase 300 portfólios de artistas LGBT+ antes de chegar aos 24 selecionados, com atenção a interseccionalidades de raça, território e geração.

Curadoria investiga relação histórica entre terror e comunidade LGBT+

Dilacerda explicou que a sociedade historicamente classificou a população LGBT+ como "figuras anormais, monstros, estranhas, assustadoras, aberrações". A exposição investiga como esse imaginário de terror é reelaborado pelos artistas, transformado em produção artística. "Essa violência começa a causar traumas que se reverberam na vida adulta", disse o curador.

Três linhas curatoriais guiam a mostra

"Terror celestial" é organizada em três eixos. A primeira, Monstros e quimeras, apresenta obras que discutem a monstruosidade como aquilo que transcende o entendimento humano sobre humanidade. As peças cruzam reinos animal, vegetal, mineral e espiritual. Participam Davi Ângelo, Higo José, insiranomeaqui, Jonas Van, Juno B, Luciana Magno, Maurício Coutinho e Trojany.

A segunda linha, Espiritualidade terrena, aborda a religião como espaço de violência e de cura para pessoas LGBT+. A curadoria apresenta saberes de matriz africana, tradições populares e cosmovisões indígenas, com obras de Carnaval no Inferno, Darwin Marinho, Charles Lessa, Isadora Ravena, Georgia Vitrilis, Honório Félix, Nicolas Gondim, Pedra Silva e Sérgio Gurgel.

A terceira linha, Terror das formas, parte do conceito de "terrorismo de gênero", terrorismo como desobediência e criação de outras formas de existir. As obras de Antonio Breno, Bárbara Banida, Camila Albuquerque, Céu Vasconcelos, Gi Monteiro, Jonas Pinheiro e plantomorpho "assustam a gramática normativa das artes", segundo o curador.

Recursos de acessibilidade ampliam fruição

A mostra conta com textos em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa, acessíveis por plataforma digital, QR Code ou com auxílio da equipe educativa. A diversidade de materiais inclui barro, cerâmica, giz, grafite, sal, terra, óleo e óxido de ferro.

Perguntas Frequentes

Quando começa a exposição 'Terror celestial'?

A mostra abre neste sábado (18) e vai até 4 de outubro no MAC Dragão, em Fortaleza.

Quantos artistas participam da exposição?

São 24 artistas LGBT+ de diferentes linguagens, selecionados entre quase 300 portfólios mapeados.

Quais são as três linhas curatoriais?

Monstros e quimeras, Espiritualidade terrena e Terror das formas.

A exposição tem recursos de acessibilidade?

Sim, com textos em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa, acessíveis por QR Code ou com auxílio da equipe educativa.

Quem é o curador da exposição?

Lucas Dilacerda, que desenvolveu pesquisa sobre produção de artistas LGBT+ antes de definir a mostra.

exposições em fortaleza 2026 arte contemporânea lgbt+ brasil

Compartilhar:
WP

Wagner Pichetti

Crítica e cobertura independente de cinema, séries e streaming. Estreias, análises e onde assistir — sem viés comercial.

Ver todos os artigos →

Leia também

Crítica social cinema: 8 filmes que continuam atuais
Análises e Críticas

Crítica social cinema: 8 filmes que continuam atuais

Alguns filmes envelhecem como vinho, outros continuam cortando como navalha. Esta lista reúne 8 produções que usaram a sétima arte para escancarar desigualdade, violência institucional e hipocrisia. Cada título é analisado pela lógica de orçamento e decisão de estúdio.

20 de julho de 2026 · Wagner Pichetti
13 melhores filmes de ficção científica distópica que você precisa ver
Análises e Críticas

13 melhores filmes de ficção científica distópica que você precisa ver

Se você busca filmes de ficção científica distópica que realmente constroem mundos coerentes, esta lista é para você. Seleciono 13 títulos que vão de clássicos como Blade Runner a obras recentes como O Homem do Norte, analisando como cada um sustenta suas próprias regras internas

20 de julho de 2026 · Juliana Maranhão
Câmera movimento vs estática: quando usar cada uma
Análises e Críticas

Câmera movimento vs estática: quando usar cada uma

Câmera estática ou em movimento? O guia compara as duas abordagens em critérios como preço, qualidade e facilidade de uso, ajudando você a decidir com base no seu objetivo.

20 de julho de 2026 · Henrique Vasconcelos

Gostou? Receba mais análises

Newsletter quinzenal · curadoria editorial · sem spam