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Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez

ResumoA Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026 homenageia a intelectual Lélia Gonzalez em sua edição de abertura nesta quinta-feira (13). O evento, com tema Territórios das Palavras, espera 30 mil participantes e inaugura parceria inédita com a Academia Brasileira de Letras e a Biblioteca Nacional. A programação celebra a obra e o legado de Gonzalez.

A Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026 começa nesta quinta-feira (13) homenageando a intelectual Lélia Gonzalez. Com tema Territórios das Palavras, a edição espera 30 mil pessoas e traz parceria inédita com ABL e Biblioteca Nacional.

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Wagner Pichetti
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Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

A Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026 começa nesta quinta-feira (13) homenageando a intelectual Lélia Gonzalez. Com tema Territórios das Palavras, a edição espera 30 mil pessoas e traz parceria inédita com ABL e Biblioteca Nacional.

Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez

A Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026 começa nesta quinta-feira (13) e segue até domingo (16), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, homenageando a antropóloga, historiadora e filósofa Lélia Gonzalez. A edição tem como tema Territórios das Palavras e espera receber 30 mil pessoas no Reserva Cultural de Niterói. A programação gratuita é realizada pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN).

A Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez com uma programação que reúne literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação, oralidade, diversidade, políticas culturais e formação de leitores. O legado da ativista, que foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e pioneira do feminismo negro no Brasil, inspira os debates do evento.

Por que Lélia Gonzalez é a homenageada da FLIN 2026

Lélia Gonzalez desenvolveu conceitos como amefricanidade e pretuguês, considerados relevantes para compreender as contribuições das matrizes africanas e indígenas na construção da identidade brasileira e latino-americana. Para o coordenador artístico da Flin, Jackson Jacques, a escolha da homenageada foi estratégica.

"A gente queria muito que a pessoa homenageada fosse uma mulher que dialogasse com temas importantes. Trazer territórios, negritude, pensamentos contemporâneos ainda muito pertinentes era muito importante para a gente e, a partir de Lélia, a gente chega na temática dos Territórios das Palavras para poder confluir as ideias", disse Jacques em entrevista à Agência Brasil.

Uma mesa em homenagem a Lélia terá a participação de Melina de Lima, neta da ativista, conforme adiantou o coordenador artístico.

O que muda na FLIN 2026: parceria inédita com ABL e Biblioteca Nacional

A edição deste ano marca uma novidade: a parceria inédita com a Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional. As duas instituições, além de apoiarem, participam da programação. Em diferentes mesas ao longo dos quatro dias, estarão presentes 15 acadêmicos da ABL, incluindo Antônio Carlos Secchin, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto, João Almino, Paulo Henriques Britto e Ricardo Cavaliere.

"Tanto a Academia Brasileira de Letras quanto a Biblioteca Nacional vão ter um estande na Flin mostrando para o público leitor a importância de a gente ter esses dois ícones institucionais da literatura no Brasil falando pelo trabalho realizado e expondo os seus autores, criações e fazeres", disse Jacques.

A parceria reforça o papel da Flin como uma das principais festas literárias do Brasil, com espaço para música, teatro, audiovisual, jornalismo, cultura popular e produção acadêmica.

Territórios das Palavras: o tema que guia a programação

O diretor do projeto editorial Niterói Livros, da administração municipal, Jordão Pablo de Pão, que também é um dos curadores da Flin, explicou que não se pode pensar em território sem pertencimento e identidade, um tripé que anda junto.

"Quando se pensa em território e em identidade a gente está pensando em pessoas que democratizaram o acesso ao saber, às experiências", disse Pão à Agência Brasil. "A gente consegue ser diverso e aproveitar essa diversidade. Acho que esse é o grande ensinamento da Lélia".

A intenção da Flin é mostrar que toda palavra nasce de um território, que "carrega memórias, afetos, ancestralidades, disputas e formas próprias de enxergar o mundo". Na visão do diretor, a festa literária fala de narrativas com muitas formas em jogo.

"A narrativa vem pela história que a avó conta no ouvido, pelo cordel publicado, vem pelo fanzine que a pessoa faz porque tem menos condição financeira e vem pelo grande livro no trabalho reconhecido. Existe uma diversidade que não está na publicação só, mas também na narrativa. É a narrativa que nos interessa", pontuou.

Quem são os escritores e artistas confirmados na FLIN 2026

A programação reúne escritores como Valter Hugo Mãe, Ana Maria Gonçalves, Emicida, Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Jeferson Tenório, Eliana Alves Cruz, Ana Maria Machado, Rosiska Darcy, Ruy Castro, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Tatiana Salem Levy e Mariana Salomão Carrara. Entre as vozes internacionais, estão os angolanos Ondjaki e Valter Hugo Mãe.

A música será representada por Teresa Cristina, MC Marechal, Tati Quebra Barraco e Michael Sullivan. O teatro, a televisão e o cinema contam com as participações dos atores Paulo Betti, Fabiana Karla e Dadá Coelho, além da diretora de cinema e TV Rosane Svartman.

A agenda também inclui o sociólogo Jessé Souza, a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, as jornalistas Ana Paula Araújo, Carol Raimundi e Luciana Barreto, a pesquisadora Giovanna Heliodoro, a ativista indígena guarani Geni Núñez, a escritora Laura Pires e a jornalista Midiã Noelle.

Entre os destaques da cena digital, estão a jornalista e youtuber Jout Jout, a criadora do podcast Não Inviabilize Déia Freitas, o autor Stefano Volp, o escritor Pedro Salomão e a comunicadora Gabi Oliveira, criadora do podcast Afetos.

Estrutura, acessibilidade e formação de leitores

A curadoria em várias mãos da Flin é assinada por Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques. Além da programação gratuita, a festa oferece tradução em Libras e audiodescrição em diversas ações.

A renovação do público é uma preocupação da festa. A edição de 2026 tem atividades destinadas à formação de leitores e receberá alunos da rede pública de ensino.

A Flin 2026 tem patrocínio da Águas de Niterói e apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Academia Brasileira de Letras (ABL), da Biblioteca Nacional e da Ecovias Ponte.

Perguntas Frequentes

Quando acontece a Festa Literária de Niterói 2026?

A FLIN 2026 começa nesta quinta-feira (13) e segue até domingo (16), no Reserva Cultural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Quem é Lélia Gonzalez, homenageada da FLIN 2026?

Lélia Gonzalez foi antropóloga, historiadora e filósofa, uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e pioneira do feminismo negro no Brasil. Desenvolveu os conceitos de amefricanidade e pretuguês.

Qual é o tema da FLIN 2026?

O tema é Territórios das Palavras, inspirado no pensamento de Lélia Gonzalez, com debates sobre literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação e diversidade.

A programação da FLIN 2026 é gratuita?

Sim, a programação é gratuita e inclui tradução em Libras e audiodescrição em diversas ações.

Quantas pessoas são esperadas na FLIN 2026?

A expectativa dos organizadores é receber 30 mil pessoas no Reserva Cultural de Niterói.

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Wagner Pichetti

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