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Lavagem de Madeleine exalta cultura afro-brasileira em Paris

ResumoA Lavagem de Madeleine, evento em Paris entre 10 e 13 de julho, celebra a 25ª edição com expectativa de 60 mil participantes. O encontro destaca a cultura afro-brasileira na Europa, reunindo rituais, música e tradições. A programação ocorre na região da Madeleine, consolidando o evento como um dos maiores do gênero no continente.

Cerca de 60 mil pessoas devem participar da 25ª edição da Lavagem de Madeleine, um dos maiores encontros da cultura afro-brasileira na Europa. O evento acontece entre os dias 10 e 13 deste mês, em Paris.

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Wagner Pichetti
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Lavagem de Madeleine exalta cultura afro-brasileira em Paris
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

Cerca de 60 mil pessoas devem participar da 25ª edição da Lavagem de Madeleine, um dos maiores encontros da cultura afro-brasileira na Europa. O evento acontece entre os dias 10 e 13 deste mês, em Paris.

Cerca de 60 mil pessoas devem participar da 25ª edição da Lavagem de Madeleine, um dos maiores encontros da cultura afro-brasileira na Europa. O evento acontece entre os dias 10 e 13 deste mês, em Paris, e reúne brasileiros, franceses e turistas de todo o mundo. A expectativa é do criador do evento, Roberto Chaves, o Robertinho, como é chamado o multiartista negro, queer, andrógino e de Candomblé. Nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), ele vive desde 1990 na França, onde divulga a cultura brasileira e afro-brasileira.

Patrimônio Imaterial da França, a Lavagem de Madeleine faz parte do calendário oficial da capital francesa. O evento conta com apoio da prefeitura local e da Secretaria de Turismo da Bahia, além de patrocínio da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Também integra a Rota dos Escravizados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), roteiro cultural internacional que conecta locais relacionados à história da escravidão e busca preservar a memória desse período.

A ideia de promover a lavagem da escadaria de uma igreja em Paris, inspirada na Lavagem da Igreja do Bonfim, de Salvador (BA), surgiu em 1998. Robertinho conta que, na Basílica do Sacré-Cœur, em Montmartre, aproveitando a Copa do Mundo de Futebol na França para divulgar o Brasil, pensou: "Eu estava querendo trazer o Brasil para perto de mim, matar o meu 'banzo', as saudades da família, dos amigos, trazer a cultura, e pensei em fazer um evento da Bahia que eu tinha sabedoria. Um evento de branco, com pai de santo, tambores, um evento afro."

Um dia, passando em frente à Igreja de la Madeleine, Roberto Chaves conversou com o padre encarregado da administração e descobriu que ele já havia visitado a Bahia e conhecia seu povo. A partir dali, a Lavagem de Madeleine ganhou proporção maior a cada ano. "Ano passado, foram 60 mil seguidores". O cortejo da edição 2025 foi puxado pelo grupo Olodum.

A exposição fotográfica Três Olhares, em homenagem aos 25 anos da lavagem, abre o evento no dia 10/9, na Embaixada do Brasil na França. Nos dias 11 e 12 de setembro, há workshop de dança afro-brasileira. O cortejo é o ponto alto. Mais de 700 artistas ocupam as ruas de Paris no dia 13, apresentando a cultura afro-brasileira. Este ano, a cantora Mariene de Castro e Robertinho Chaves comandam o trio elétrico, com participações de Jau, Gildaa e Lorena Pires. São 15 grupos folclóricos afros no desfile, além de grupos de percussão, samba, maracatu, capoeira e a ala de baianas.

A concentração é na Place de la République. De lá, o cortejo segue até a Igreja de La Madeleine, onde ocorre a lavagem simbólica das escadarias pelas baianas, em cerimônia marcada pelo diálogo entre tradições religiosas e culturais. Para marcar o sincretismo, a cantora lírica brasileira Lorena Pires, residente da Academia da Ópera Nacional de Paris desde o ano passado, interpreta a música Ave-Maria. Robertinho considera a Lavagem de Madeleine de grande relevância para o Brasil e a cultura afro-brasileira. "A Lavagem mostra que o Brasil tem culinária, tem cultura, capoeira, dança", disse. "Tem maracatu, samba de roda, afoxé, várias alas representando os estados brasileiros. É um festival da cultura brasileira." como funciona o financiamento de eventos culturais internacionais o papel das secretarias de turismo em festivais no exterior

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Wagner Pichetti

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