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Bodansky revisita carreira em novo documentário e destaca mudanças

ResumoBodansky revisita a própria carreira em novo documentário, destacando transformações na Amazônia desde 1973. O cineasta registrou indígenas Paiter Suruí isolados em Aripuanã (MT) naquele ano, e o filme atual contrasta o passado com o presente. A obra evidencia mudanças ambientais e sociais na região, sem reutilizar imagens antigas.

Em novo documentário, Bodansky revisita a própria carreira e destaca mudanças na Amazônia desde 1973, quando filmou indígenas Paiter Suruí isolados em Aripuanã (MT).

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Wagner Pichetti
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Bodansky revisita carreira em novo documentário e destaca mudanças
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

Em novo documentário, Bodansky revisita a própria carreira e destaca mudanças na Amazônia desde 1973, quando filmou indígenas Paiter Suruí isolados em Aripuanã (MT).

Em novo documentário, Bodansky revisita carreira e destaca mudanças

Em 1973, Jorge Bodansky sobrevoava os arredores de Aripuanã (MT) como cinegrafista de uma TV alemã. A missão: registrar a criação da Cidade Laboratório de Humboldt, projeto científico da ditadura militar para ocupar a Amazônia, desativado em 1978. Com uma câmera Super-8, ele filmou, por acaso, um grupo de indígenas Paiter Suruí isolados tentando flechar o avião. As imagens ficaram esquecidas por décadas.

Agora, digitalizadas e revistas, elas deram origem a Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodansky, exibido na mostra competitiva ambiental do Bonito Cinesur, festival que segue até sábado (1°/8) em Bonito (MT).

O ponto de partida: um encontro casual

"O objetivo desse sobrevoo não eram os indígenas, por acaso eles apareceram e subiram no telhado e tentaram flechar o avião", contou Bodansky à Agência Brasil. A imagem o intrigou: "Quem são esses indígenas?". A pergunta o levou a revisitar o local das filmagens e a própria trajetória.

"No decorrer desse processo de pesquisar imagens eu acabei contando a minha história também. Então esse é um filme autobiográfico", disse.

O que mudou em 50 anos

Passados 50 anos, Bodansky afirma que sua forma de fazer cinema pouco mudou: "Meu olhar continua inquieto. Eu continuo fazendo esse tipo de cinema de aventura, de observação e preocupado com a questão social."

O mesmo não vale para a região. Muitos daqueles indígenas morreram por doenças ou violências após o contato. O projeto Humboldt está em ruínas. E a paisagem, antes floresta até o horizonte, hoje é soja até o horizonte.

A ocupação da Amazônia como tema atual

Ao voltar a filmar, Bodansky mostra que a exploração encampada pela ditadura militar segue atual: "Essa é uma forma de ocupação que começou na ditadura militar e que não mudou até agora."

Para ele, a solução passa pela organização da sociedade civil: "Hoje você vai a qualquer comunidade quilombola, ribeirinha ou indígena e eles estão organizados, têm representatividade."

Perguntas Frequentes

Onde foi exibido o documentário de Bodansky?

O filme participou da mostra competitiva ambiental do Bonito Cinesur, em Bonito (MT), até 1°/8.

Qual é o título do documentário?

Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodansky.

O que Bodansky filmou em 1973?

Indígenas Paiter Suruí isolados, durante um sobrevoo sobre Aripuanã (MT), para a TV alemã.

Como Bodansky descreve seu cinema hoje?

Como um cinema de aventura, observação e preocupação social, com o olhar ainda inquieto.

O que mudou na região desde 1973?

A floresta deu lugar à soja, o projeto Humboldt está em ruínas e muitos indígenas morreram após o contato.

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Wagner Pichetti

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