Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta
Após cancelamento e confirmação em poucas horas pelo governo do DF, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta.
Após cancelamento e confirmação em poucas horas pelo governo do DF, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta.
O mais longevo festival de cinema do país virou protagonista do próprio roteiro: suspense, reviravolta e final feliz. A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), após ter sido cancelada e reconfirmada em poucas horas pelo governo do Distrito Federal.
A abertura acontece às 19h30, no Cine Brasília, com A Pele Morta, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. O filme foi concebido pelo diretor Geraldo Moraes, radicado em Brasília e morto em 2017, e resgatado pelos filhos.
Foram quase 2 mil filmes inscritos, recorde do festival. Desse total, mais de 70 títulos foram selecionados entre mostras competitivas de longas e curtas, mostras paralelas e sessões especiais. A sessão Vozes e Lutas reúne obras marcadas pela retratação de movimentos políticos e culturais, entre elas Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, morto em setembro do ano passado.
O que muda para quem acompanha o festival
O cancelamento pegou a cidade de surpresa. A alegação do governo do Distrito Federal era falta de verba. A notícia se espalhou rápido e mobilizou a classe artística. Horas depois, a governadora Celina Leão publicou em suas redes a determinação para que a Secretaria de Economia providenciasse os recursos necessários.
Para o público, o efeito prático é direto: a programação segue de pé, com sessões no Cine Brasília e destaque para filmes de Brasília e com vínculos fortes com o DF. No sábado (12), às 18h, três episódios da série Delegado, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, serão exibidos em primeira mão. A produção tem assinatura de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, responsáveis por O Agente Secreto.
Um patrimônio que respira cinema
A diretora-geral do festival, Sara Rocha, resumiu o clima à Agência Brasil. "As expectativas são as melhores possíveis. Um dos grandes destaques desta programação é a presença importante de filmes de Brasília, com vínculos fortes com o Distrito Federal", disse.
Sobre a continuidade do evento, Sara foi enfática. "Um patrimônio não é cancelável. O festival é um patrimônio tombado formalmente e afetivamente, não só por Brasília, mas por todo o Brasil", celebrou.
Nascido em 1965, o festival só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar. Na pandemia, aconteceu de forma virtual. Desde 2007, é patrimônio imaterial do Distrito Federal. A programação completa está no site oficial do festival.
Para quem quer acompanhar de perto o que o cinema nacional produz fora do circuito comercial, vale ficar de olho na trajetória de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, que estreiam na abertura, e na mostra Vozes e Lutas, onde o documentário político brasileiro mostra sua força. mostras competitivas do Festival de Brasília
A expectativa da organização é superar o número de espectadores e abraçar público, realizadores e comunidade cultural. Como disse Sara Rocha, a cada edição que se realiza, o lastro do festival se amplia um pouco mais.
Aline Furtado
Crítica e cobertura independente de cinema, séries e streaming. Estreias, análises e onde assistir — sem viés comercial.
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