# Projeto musical retorna ao Museu Nacional de Belas Artes após 8 anos

> O Música no Museu retorna ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, após oito anos de ausência. A volta do projeto musical coincide com a reabertura de três galerias do museu e com a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival, que apresenta 23 concertos.

*Freecine · Bastidores · 16 de setembro de 2026 · Wagner Pichetti*

Após oito anos, o Música no Museu volta ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. O retorno coincide com a reabertura de três galerias e a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival, com 23 concertos.

O projeto Música no Museu volta ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, após oito anos. A retomada acontece com a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival, aberta nesta quarta-feira (16), às 12h30, com recital do harpista argentino Walter Morato. O festival segue até o dia 27 deste mês, com 23 concertos de harpistas e grupos do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai.

O retorno coincide com a reabertura de três galerias do museu, que estavam fechadas para reforma, e integra a programação da 1ª Semana de Arte do Rio de Janeiro. As últimas apresentações do projeto no MNBA haviam ocorrido em 2018, quando o museu iniciou o planejamento das obras que levaram ao fechamento total do espaço em 2020. A reabertura gradual começou em setembro de 2025.

Criado em 1997, o Música no Museu cresceu ao longo das décadas e se espalhou para outros museus do Brasil. "Começamos com uma apresentação mensal, depois foi semanal e fomos ampliando. Aí chegou ao Brasil de Norte a Sul, a cidades de países de todos os continentes, inclusive ao Carnegie Hall em Nova York", conta Sérgio da Costa e Silva, idealizador e diretor do projeto.

Segundo Costa e Silva, a volta ao MNBA terá periodicidade fixa. "Vamos ter sempre uma apresentação mensal e vamos comemorar juntos em 2027 os 90 anos do Museu de Belas Artes e os 30 do Música no Museu", explica.

Apesar de a abertura do festival ocorrer no MNBA, a maior parte dos recitais será no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Também estão previstas apresentações na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Museu da Justiça, no Espaço Cultural da Marinha, no Palácio Tiradentes, no Liceu Literário Português e na Igreja Santa Cruz dos Militares. A programação completa pode ser conferida na internet.

A volta do projeto ao museu de origem depende de uma janela de calendário que só existe porque a reforma avançou. Quem produz evento em espaço público sabe que a agenda é definida pelo ritmo da obra, não pelo desejo do produtor. O retorno em 2026 e a promessa de comemoração conjunta em 2027 indicam que o Música no Museu aposta na reabertura gradual como base para uma nova fase, com periodicidade mensal fixa no MNBA.

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