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Casa Paraty na Flip 2026: cultura caiçara viva e tradição oral ganham espaço

ResumoA Casa Paraty na Flip 2026, de 22 a 26 de julho, dedicará espaço à cultura caiçara viva e à tradição oral. O local receberá mestres populares, artistas quilombolas e grupos infantis, com destaque para a ciranda e a exposição "Trindade: Quando o Território Fala". A iniciativa valoriza saberes ancestrais e a diversidade cultural da região.

A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) terá um novo espaço dedicado à cultura caiçara: a Casa Paraty. De 22 a 26 de julho, o local receberá mestres populares, artistas quilombolas e grupos infantis, com destaque para a ciranda e a exposição Trindade: Quando o Territ

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Wagner Pichetti
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Casa Paraty na Flip 2026: cultura caiçara viva e tradição oral ganham espaço
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) terá um novo espaço dedicado à cultura caiçara: a Casa Paraty. De 22 a 26 de julho, o local receberá mestres populares, artistas quilombolas e grupos infantis, com destaque para a ciranda e a exposição Trindade: Quando o Territ

Casa Paraty na Flip 2026: cultura caiçara viva ganha espaço próprio

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) completa 24 edições em 2026 com uma novidade no tabuleiro: a estreia da Casa Paraty, espaço inteiramente dedicado à cultura caiçara. O local receberá mestres populares, coletivos de jovens, artistas quilombolas, grupos infantis e tradições orais locais durante o festival, que ocorre de 22 a 26 de julho. A aposta dos organizadores é clara: transformar o evento literário em vitrine para a memória viva do território.

O que é a Casa Paraty e por que ela importa para a Flip

A Casa Paraty não é uma tenda de autógrafos nem um palco de lançamentos. Pela proposta divulgada, o espaço nasce para articular a memória e a produção criativa das novas gerações a partir das vivências do território e dos saberes tradicionais. A programação contempla música popular, ciranda caiçara, hip hop e audiovisual, entre outras manifestações.

Coordenadora e uma das idealizadoras do espaço, Gabriela Marsico explica o elo entre as gerações: "Acredito que memória, identidade e pertencimento são inseparáveis. Uma cultura viva não se sustenta apenas preservando o passado, mas criando condições para que novas gerações possam se reconhecer nessas histórias e, ao mesmo tempo, produzir novas narrativas." A fala de Marsico reflete a estratégia de curadoria: em vez de apenas exibir tradições, a Casa quer que elas dialoguem com o presente.

Cirandeiros de Paraty: a força da ciranda como manifestação coletiva

Um dos destaques da programação será a participação dos Cirandeiros de Paraty, no sábado, 25 de julho, às 22h. O grupo é considerado fundamental na construção da proposta artística da Casa. Eles reafirmam a força da ciranda como manifestação coletiva, ligada à memória oral, ao convívio comunitário e aos modos de vida tradicionais da Costa Verde.

Para quem acompanha a Flip de perto, a inclusão dos Cirandeiros não é apenas um gesto simbólico. É uma decisão de curadoria que coloca o ritmo local no horário nobre do festival, quando o público já está aquecido. A aposta é que a ciranda, com seu caráter participativo, funcione como ponte entre visitantes e moradores.

Exposição Trindade: quando o território virou luta

Durante todo o período da Flip, a Casa Paraty abrigará a exposição "Trindade: Quando o Território Virou Luta", com imagens do acervo fotográfico da Associação de Moradores da Trindade (AMOT). A mostra reúne registros produzidos entre o final da década de 1970 e o início dos anos 1980, documentando a mobilização da comunidade caiçara em defesa de seu território.

A exposição é um dos pontos altos da programação porque conecta o passado de resistência ao presente de valorização cultural. As fotos da AMOT mostram como a luta pelo território moldou a identidade caiçara que a Casa Paraty quer celebrar.

Galeria de Arte Popular: panorama visual de Paraty

Outra mostra que integra as atividades do espaço é a Galeria de Arte Popular, que reúne artistas de diferentes gerações. A exposição apresenta um panorama da história e da cultura de Paraty por meio de fotografia, pintura, escultura e cerâmica. Segundo a curadoria, a mostra reafirma a arte como instrumento de preservação da memória, valorização das tradições e construção de novas narrativas culturais.

A diversidade de linguagens visuais é uma aposta para atrair públicos variados: do turista que quer uma foto instagramável ao pesquisador interessado em arte popular brasileira.

A curadoria de Vanda Mota: harmonizar produção local com calendário de eventos

A curadora do espaço, Vanda Mota, define o princípio que orientou a construção da programação: harmonizar a produção cultural local em seus ritmos com o calendário de eventos de Paraty. "Sendo a Flip o maior dos eventos culturais da cidade, é fundamental que a cultura local possa se apresentar com sua maturidade e seus processos para esse público", afirma.

A declaração de Mota revela uma preocupação que vai além do marketing: garantir que a cultura caiçara não seja apenas um adereço exótico dentro da programação, mas que ocupe um lugar legítimo, com curadoria e tempo de fala próprios.

O que a Casa Paraty significa para o turista e para o morador

Para o visitante que desembarca em Paraty durante a Flip, a Casa Paraty oferece um roteiro imersivo: debates, oficinas, apresentações e duas exposições simultâneas. Para o morador, o espaço é uma chance de ver sua cultura ocupando o centro do maior evento literário da cidade.

A aposta dos organizadores é que, ao articular memória e produção criativa das novas gerações, a Casa Paraty se torne um ponto de encontro entre quem vive a cultura caiçara no dia a dia e quem a descobre pela primeira vez. O sucesso da iniciativa dependerá, em boa parte, da capacidade de manter essa programação viva para além dos cinco dias de festival.

Perguntas Frequentes

Quando acontece a Flip 2026?

A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty ocorre de 22 a 26 de julho de 2026.

Onde fica a Casa Paraty?

A Casa Paraty é um espaço dentro da programação da Flip, dedicado à cultura caiçara.

Quem são os Cirandeiros de Paraty?

São um grupo que reafirma a força da ciranda como manifestação coletiva, ligada à memória oral e ao convívio comunitário da Costa Verde.

O que é a exposição Trindade: Quando o Território Virou Luta?

É uma mostra com imagens do acervo fotográfico da Associação de Moradores da Trindade (AMOT), que documenta a mobilização da comunidade caiçara entre o final dos anos 1970 e início dos 1980.

Quem coordena a Casa Paraty?

Gabriela Marsico é coordenadora e uma das idealizadoras do espaço. A curadoria é de Vanda Mota.

A Casa Paraty terá atividades para crianças?

Sim, a programação inclui grupos infantis, além de mestres populares, artistas quilombolas e tradições orais locais.

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Wagner Pichetti

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