segunda-feira, 31 de agosto de 2026 · Edição online
Freecine
Freecine

Museu do Pontal superou enchentes: 50 anos de arte popular

ResumoO Museu do Pontal superou enchentes de 2019 e 2020, preservando um acervo de 50 anos de arte popular brasileira. A instituição inaugurou nova sede em 2021, após campanha de doações e esforço de seus diretores. O acervo reúne mais de 8 mil obras de artistas como Zé Caboclo e Mestre Vitalino.

O Museu do Pontal superou enchentes e inaugurou nova sede em 2021. Saiba como uma campanha de doações e a visão de seus diretores preservaram 50 anos de arte popular.

WP
Wagner Pichetti
· · 1 min de leitura
Museu do Pontal superou enchentes: 50 anos de arte popular
Foto: Imagem ilustrativa · Freecine

O Museu do Pontal superou enchentes e inaugurou nova sede em 2021. Saiba como uma campanha de doações e a visão de seus diretores preservaram 50 anos de arte popular.

O Museu do Pontal, um dos principais espaços de arte popular brasileira, celebra 50 anos em 2026. A trajetória inclui enchentes frequentes na antiga sede, no Recreio dos Bandeirantes, que exigiram uma campanha de doações para viabilizar a mudança para a Barra da Tijuca.

A construção de condomínios residenciais nos arredores deixou o terreno do museu mais baixo que os vizinhos. Mesmo após uma grande reforma em 2009, o acúmulo de água se tornou constante. "Foi em 2011 que a gente começou a viver isso. Foram períodos muito difíceis", relatou o diretor executivo Lucas Van de Beuque à Agência Brasil.

Em 2016, o museu conseguiu um terreno, mas as obras pararam por dois anos por falta de recursos. Uma inundação ainda mais forte deixou as instalações internas sob até 1 metro de água. A solução veio de uma campanha que mobilizou mais de 1 mil pessoas e empresas com doações. "Inauguramos em outubro de 2021. Foram 10 anos nesse processo", afirmou Lucas.

A pandemia de covid-19 não interrompeu o trabalho. Os diretores realizaram encontros virtuais com artistas de vários estados. Para a diretora Angela Mascelani, a coleção construída desde 1976 pelo francês Jacques Van de Beuque sempre valorizou a produção das camadas populares como autoral. "Esses artistas são autores, têm uma criação, um pensamento original", disse.

A exposição inaugural, com peças compradas por Jacques ao chegar ao Brasil, passou primeiro pelo Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, o que deu reconhecimento à mostra. Hoje, o Pontal opera como Museu Praça, um lugar de convivência com exposições, espetáculos e oficinas. O caso mostra como decisões de gestão e mobilização comunitária sustentam um acervo que o mercado não financiaria sozinho.

Compartilhar:
WP

Wagner Pichetti

Crítica e cobertura independente de cinema, séries e streaming. Estreias, análises e onde assistir — sem viés comercial.

Ver todos os artigos →

Leia também

Calila das Mercês lança livro e celebra literatura no interior
Análises e Críticas

Calila das Mercês lança livro e celebra literatura no interior

Calila das Mercês lança Nódoa, primeiro romance, e celebra a literatura feita no interior. Ela é curadora do 4º Fliparacatu, que homenageia Milton Santos e Guimarães Rosa.

31 de agosto de 2026 · Henrique Vasconcelos
Transição de cenas no cinema: como fazer sem cortes abruptos
Análises e Críticas

Transição de cenas no cinema: como fazer sem cortes abruptos

Transição de cenas no cinema não precisa ser um corte seco. Veja como usar fade, match cut e outras técnicas para manter o fluxo narrativo e o ritmo do filme.

31 de agosto de 2026 · Wagner Pichetti
Mestres da cultura popular: tradição e encanto para novos públicos
Análises e Críticas

Mestres da cultura popular: tradição e encanto para novos públicos

A rainha Francisca Dias, do maçambique de Osório, e outros mestres se apresentam no Encontro de Mestres da cultura popular, em Brasília, neste sábado (29), às 20h, com entrada gratuita.

31 de agosto de 2026 · Marina Sales

Gostou? Receba mais análises

Newsletter quinzenal · curadoria editorial · sem spam