Rock in Rio começa hoje com novidades tecnológicas no Palco Mundo
O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) com Palco Mundo revestido por 2.400 m² de painéis de LED. Elton John, Gilberto Gil e Alok se apresentam na Cidade do Rock, que terá drones, fogos e novidades no aplicativo oficial.
O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) com Palco Mundo revestido por 2.400 m² de painéis de LED. Elton John, Gilberto Gil e Alok se apresentam na Cidade do Rock, que terá drones, fogos e novidades no aplicativo oficial.
O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. O festival, que está entre os maiores do mundo e é patrimônio cultural imaterial do estado, aposta em tecnologia para marcar a edição. O Palco Mundo, onde se apresentam Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho, ganha cenografia inédita: 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição revestem a estrutura frontal, transformando o local em um painel visual gigante.
Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa que produz o festival, diz que o novo Palco Mundo vai unir tecnologia e emoção. "Cada artista vai transformar o Palco Mundo em uma nova experiência", afirma. A executiva lembra que o uso de LED em festivais é tendência global e que a estrutura dá liberdade criativa. "Dá muitas possibilidades. Acho que vai ser marcante para quem está assistindo."
O festival também celebra o encontro de gerações. Medina destaca que cada dia atrai um público diferente, do familiar ao roqueiro, e vê a música como elo entre opiniões diversas. No dia de Elton John, que se despediu das turnês internacionais, ela espera o público que fundou o evento. Já a banda Street Kids deve atrair a galera mais nova, que "não pede licença para conhecer um artista".
Além do Palco Mundo, a Cidade do Rock tem cinco palcos: Sunset, Espaço Favela, New Dance Order, Global Village e Supernova. No Sunset, Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos e Jota Quest toca Tim Maia. No Espaço Favela, sobem Xamã, Rael e Budah. O Global Village recebe Paulinho Moska e João Bosco. O Supernova traz Matanza Ritual e João Gordo.
Antes dos shows no Palco Mundo, fogos de artifício empolgam o público: 7 balsas e 15 pontos de fogos criam desenhos no céu, com mais 7 balsas na Cidade do Rock. O espetáculo The Flight, com cinco aviões da Esquadrilha Céu, abre todos os dias com manobras e fumaças coloridas. Em seis dias, drones formam imagens: no sábado (5), em celebração ao Dia da Amazônia; no dia 11, integrado ao show de Alok; no dia 13, com o tema Por Um Mundo Melhor.
Quem for ao festival pode usar o aplicativo oficial (RiR) para agendar brinquedos como Roda-Gigante e Montanha-Russa, com liberação por geolocalização. Também dá para montar a programação, compartilhar no Instagram e comprar comidas e bebidas antecipadamente, com pagamento por PIX ou cartão. A compra é exclusiva pelo app e não substitui o ingresso.
O Rock in Rio 2026 mostra como a indústria de festivais investe em infraestrutura para entregar experiências que justifiquem o preço do ingresso. A aposta em LED, drones e app não é só estética: é estratégia para atrair públicos diversos e fidelizar marcas como Heineken e Coca-Cola. Cada edição vira um teste de como tecnologia e música andam juntas, e o resultado será medido nos 41 anos de história do festival.
Wagner Pichetti
Crítica e cobertura independente de cinema, séries e streaming. Estreias, análises e onde assistir — sem viés comercial.
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